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O que os brasileiros pensam e sabem sobre sustentabilidade
14/12/2010

Foi divulgado no final do mês passado, em São Paulo, o resultado da pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, feita pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Walmart Brasil, com apoio da Agência Envolverde e da Synovate Research, nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

A pesquisa nasceu do desejo conjunto do Walmart Brasil e do Ministério do Meio Ambiente de verificar se a campanha para redução do uso de sacolas plásticas tinha sido assimilada pelo consumidor. Afinal, quando não há lei estabelecendo uma obrigatoriedade ou proibição, é este consumidor – um cidadão comum – que define ou não a mudança de um hábito.

Uma pergunta básica serviu de “fio condutor” para o levantamento: O que você faria se acordasse amanhã e não existissem mais sacolas plásticas? A partir dela, foi sendo elaborado um questionário cujas respostas permitiram delinear um retrato sobre hábitos e comportamentos de consumo dos brasileiros.

As perguntas foram tanto “diretas” – “Você recicla seu lixo?” – quanto “indiretas” – “O que é importante para sua felicidade atualmente?”. Muitas das questões formuladas foram reproduzidas da pesquisa O Que os Brasileiros Pensam do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, que o Ministério do Meio Ambiente faz desde 1991. Outras foram elaboradas para que as respostas pudessem orientar a regulação/aplicação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos e do Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis. Tanto a lei quanto o plano postulam a responsabilidade compartilhada entre governos, setor produtivo e sociedade no gerenciamento dos resíduos e na mudança de padrões de produção e consumo.

Houve ainda um bloco de perguntas feitas para verificar o comportamento dos brasileiros em relação a uma série de temas da sustentabilidade. As respostas podem ajudar na formulação de políticas públicas ou privadas e também em programas educacionais diversos.

Quanto às sacolas plásticas, 69% dos respondentes afirmaram que carregariam suas compras em sacos ou sacolas de outro material, se as plásticas deixassem de existir.

Com relação às demais perguntas, as respostas confirmam uma tendência já detectada em outros levantamentos, como a pesquisa Percepção da RSE pelo Consumidor Brasileiro, realizada pelo Instituto Ethos e pelo Instituto Akatu: o cidadão comum está mais preocupado em conhecer os temas da sustentabilidade do que propriamente em mudar o comportamento. O brasileiro exibe “preocupação” com a causa ambiental, mas não pensa que seja o principal problema do bairro, da cidade ou do país. Nas grandes cidades principalmente, onde hoje moram 75% da população brasileira, saúde e violência são indicadas como os principais problemas urbanos (30% e 24% das respostas), mas nenhum respondente chegou a relacionar essas questões com a degradação ambiental dos grandes centros urbanos.

No entanto, nove em cada dez pesquisados acreditam que “da forma como usamos a água, dentro de pouco tempo não teremos água para beber”. Um quarto do total de entrevistados guarda lixo eletrônico em casa por não saber como descartá-lo e um entre cinco respondentes acredita que “a preocupação com o meio ambiente no Brasil é exagerada”.

Dois dados importantes emergiram do levantamento: 59% das pessoas que participaram da pesquisa acreditam que a preservação dos recursos naturais deve estar acima das questões relacionadas à economia. E também 59% não acreditam que os problemas ambientais podem ser solucionados com pequenas mudanças de hábito. Para estes, só grandes transformações nos hábitos de consumo, transporte e alimentação poderiam realmente ajudar a manter o equilíbrio futuro. Mais: 85% dizem que “qualquer mudança do ser humano na natureza provavelmente vai piorar as coisas”.

Para 63% dos respondentes, a escola é a organização mais importante na educação ambiental; em seguida, com 58%, vem a comunidade e, com 43%, as igrejas. Partidos/governos e empresas vêm no fim da fila, com 36% e 27%, respectivamente.

A pesquisa também mostrou hábitos em transformação: 45% já evitaram jogar produtos tóxicos ou que agridam o meio ambiente no lixo comum; 41% consertaram algum produto quebrado para prolongar a vida útil; e 31% deixaram de comprar algum produto por informações contidas no rótulo.

De modo geral, as respostas às perguntas “indiretas” mostram o Brasil como uma sociedade com valores e esperança na humanidade. Tempo para ficar com a família e os amigos e fé na capacidade humana de superar obstáculos estão entre os principais valores para 44% dos entrevistados, e 25% deles também gostariam de ter mais tempo e condições materiais para aprofundar os estudos e melhorar o desempenho profissional.

As respostas trazem um mundo de oportunidades para que as empresas façam avançar a agenda do desenvolvimento sustentável, sobretudo as mais engajadas no movimento da responsabilidade social.

No âmbito empresarial, um dos fatores limitantes a esse avanço tem sido justamente a falta de mecanismos de mercado que premiem ou punam os produtos e os comportamentos das empresas. Com isso, o consumidor não consegue diferenciar uma empresa responsável de outra que não está preocupada com os impactos da sua atividade deixando assim de elevar seu padrão de exigência. Essa falta de referências prejudica também as empresas que querem evoluir na gestão sustentável, uma vez que o comportamento mais responsável não é percebido como valor pelo mercado e pelos consumidores.

Essa consciência superficial do consumidor, trazida à tona pela pesquisa Walmart-MMA demonstra um problema para o qual o Instituto Ethos já vem alertando a sociedade há algum tempo: o risco de mudar, não mudando nada. Por isso, é urgente que as empresas mais engajadas no movimento de responsabilidade social criem referências para que o mercado e a sociedade possa diferenciá-las, elevando-se o nível de exigência em relação às demais.

E como fazer isso? De acordo com Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos, “as empresas precisam usar sua força para articular os diversos setores sociais em torno de uma agenda de compromissos pelo desenvolvimento sustentável”.

Para ele, essa agenda deve:
- promover uma cultura apoiada em valores humanistas, na democracia, no bem-estar e na qualidade vida;
- divulgar e disseminar a incorporação desses valores pela cidadania e pelo mercado;
- articular os vários segmentos sociais para a aprovação de políticas públicas que visem o desenvolvimento sustentável; e
- ampliar os espaços de diálogo e negociação entre empresas, governos e a sociedade civil.

“Já existe a percepção de que a sustentabilidade não é incompatível com o crescimento econômico. É preciso, no entanto, demonstrar que sem sustentabilidade não há crescimento econômico duradouro, nem no mercado, nem na sociedade”, afirma Itacarambi. “As empresas podem jogar um papel decisivo nesse processo, ao assumirem a liderança e o protagonismo dele.”

Fonte: Mudança Prática

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