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Recuperação de erosão, artigo de Roberto Naime
03/11/2010

A erosão é um processo geológico exógeno (isto quer dizer externo, exposto ao intemperismo, que são o sol, as chuvas e a umidade e ação biológica dos organismos. A erosão também é um processo contínuo responsável pela remoção e pelo transporte de partículas do solo, principalmente pela ação da água das chuvas. É um importante agente na modelagem da paisagem terrestre e na redistribuição de energia no interior das bacias hidrográficas.

Os responsáveis pelas ações erosivas são as águas da chuva, as águas dos rios, o pisoteio dos animais antes de chuvas, o plantio sem a proteção e seguido de chuvas, a retirada da cobertura vegetal permitindo a ação erosiva das chuvas e qualquer processo que não proteja os materiais do solo da ação erosiva das águas da chuva ou das águas em geral.

Mudanças significativas no comportamento das condições naturais de uma bacia hidrográfica causadas por processos naturais ou atividade antrópicas, podem gerar alterações efeitos ou impactos nos seus fluxos energéticos. Isto produz desequilíbrios ambientais e degradação da paisagem.

Os processos erosivos estão diretamente relacionados aos desequilíbrios da paisagem. Podem ser de origens naturais, ou serem causados por atividades antrópicas (geradas pela intervenção humana) ou ainda serem derivados das duas fontes conjugadas.

Autores que estudam o assunto como SUDO (SUDO, H. (2000) Processos erosivos e variabilidade climática. In: Variabilidade e mudanças climáticas – implicações ambientais e sócioeconômicas. Maringá. Sant’ Anna Neto, João Lima e Zavatini, João Afonso (Orgs). UEM: p. 121-146) a modalidade de erosão acelerada é gerada pelas ações humanas ou antrópicas, ao contrário da erosão natural.

Na erosão antrópica ocorre uma retirada das camadas superficiais dos solos numa velocidade muito maior do que a natureza é capaz de fazer a reposição dos solos, de tal maneira que a conseqüência final é a exposição da rocha matriz às intempéries, levando assim, aos processos erosivos.

Ações para recuperação de áreas degradadas por erosão são similares a ações preventivas para a não oorrência de erosão. Em ambos os casos, manter a proteção vegetal para impedir a ação das águas pluviais nos solos e implantar obras de drenagem que impeçam a ação erosiva das águas sobre os solos são as diretrizes básicas.

Muitas vezes as voçorocas (grandes buracos produzidos pela erosão, principalmente em terrenos arenosos) são utilizadas para disposição de pneus inservíveis, resíduos sólidos não contaminantes e outras utilizações.

Também é comum o uso de turfeiras e outros substratos para promover a recuperação física dos terrenos, com o fechamento dos espaços produzidos pela ação erosiva constante das águas pluviais, superficiais ou mesmo subterrâneas.

Roberto Naime, Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS, é colunista do EcoDebate.

Fonte: EcoDebate

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